Filme Fuscão Preto (1983)



Fuscão Preto ( trad.  Besouro Preto ) é um filme brasileiro de drama e aventura de 1983 , escrito por Francisco de Assis e dirigido por Jeremias Moreira Filho. O filme é baseado na música "Fuscão Preto" de Atílio Versutti e Mariel e cantada por Almir Rogério, foi filmado nas cidades de Mogi Guaçu , Mogi Mirim e Espírito Santo do Pinhal , todas cidades do interior do estado de São Paulo, Brasil .

A música foi lançada entre os anos de 1981/1982 e fez sucesso com a população da época, atingindo seu maior sucesso.

"Fuscão Preto" é uma fantástica aventura, que fala do amor de um carro por uma jovem. O ambiente é uma típica cidade do interior, o prefeito, está empenhado em persuadir Lucena a substituir sua criação de cavalos por plantação de cana, e juntos instalarem uma usina de álcool. Para isso, força o casamento de seu filho com Diana, filha de Lucena. O Fuscão Preto interfere nessa trama. Assistindo o desenrolar desse conflito está Lima, que como Marcelo, busca sua forma de vencer o Fuscão, seu rival, através do que melhor sabe fazer: domar. Permeando toda a estória, e de certa forma, se contrapondo, estão os dois meios: o urbano, com suas festinhas, papos de bares, clubes, etc. e o rural, com suas modas de viola, a vida na fazenda e seus personagens ingênuos. O Fuscão Preto faz o elo de ligação, criando um clima de medo e curiosidade para os dois lados e conduzindo a estória a um final inesperado.

Curiosidades


• O filme é todo baseado na música "Fuscão Preto", e segue ao pé da letra, tanto que o filme acaba que fica meio sem sentido em alguns momentos
• O filme tem apenas quatro músicas em sua trilha sonora, e não possuem informações nos créditos finais. As músicas são: "Fuscão Preto", "Aguenta Coração", Ai, Ai, Ui, Ui" e "Cana Verde"
• Teve locações em Mogi-Guaçu e Espirito do Pinhal, em São Paulo
• A fazenda, em Mogi-Guaçu, onde foi gravado o filme, chama-se Fazenda Córrego Fundo (e no filme chama-se Fazenda Santa Helena)
• É o filme em que Xuxa está com a pele mais queimada de sol. Extremamente morena.
• A dublagem desse filme é ruim e compete com "Amor Estranho Amor" no quesito sincronia e fala. Em uma das cenas do filme vemos Xuxa falar com sotaque carioca bem arrastado, porém na dublagem ouvimos a voz da Xuxa bem clara e quase sem o sotaque.
• A voz da Xuxa na dublagem está bem grave, mais grave do que no filme "Amor Estranho Amor"
• Este filme é comumente confundido com "Amor Estranho Amor"
• Xuxa não faz questão de lembrar deste filme também, mas diferente de "Amor Estranho Amor", ela parece REALMENTE não lembrar que atuou neste filme.
• A primeira versão em VHS é muito rara de encontrar, em compensação a versão "Reserva Especial" de tempos em tempos é encontrada a venda em sites de leilão.
• Nunca foi relançado em DVD, e até o momento nenhuma produtora Home-Video se interessou em relançar.

Matéria de OUT/1982

XUXA ESTÁ FILMANDO EM MOGI GUAÇU

Se alguém dissesse aos guaçuanos nesta quarta feira que a Maria da Graça Meneghel estava no Baradah Hotel pouca atenção seria dada a informação. Mas, fosse usado o apelido pelo qual Maria da Graça é conhecida em todo o Brasil e em diversos países e tudo mudar-se-ia em instantes. Afinal quem estava aqui em Mogi Guaçu era a Xuxa, o belo modelo, agora estrela de vários filmes, um dos quais — o "Fuscão Preto" — iniciava sua filmagem em terras guaçuanas

O filme produzido por Enzo Barone veio ser feito aqui pelas características da cidade, com suas casas antigas e alguns trechos urbanos que lembram ainda a velha Mogi Guaçu de cinquenta anos atrás. Isso para não falar na bela paisagem rural da fazenda de propriedade do empresário Alfredo Gonçalves, onde se faz a locação de grande parte do filme. As filmagens deverão levar cerca de 4 semanas em Mogi Guaçu, sendo o filme completado em estúdio posteriormente.

Junto com a beleza juvenil e a simpatia de Xuxa esta a experiência e a arte cênica de um veterano de teatro, de televisão e do próprio cinema, Dionísio Azevedo, além de nomes conhecidos no cinema nacional como Mário Benvenuto e Denis Derkian, além do compositor Almir, autor da música "Fuscão Preto" que originou o filme, com roteiro de Chico de Assis, outro nome bastante conhecido.

Foi Dionísio Azevedo, com sua grande simpatia, quem nos prestou os informes sobre o filme, não sem antes dizer da sua surpresa com o progresso desta região, especialmente de Mogi Guaçu. Lembrava-se ele da velha cidade onde, a caminho de Poços, se fazia uma parada obrigatória para comer a peixada do Pedrini ou do Zé da Lata, na década dos 50. Agora encontrara uma cidade dinâmica, de ruas movimentadas, crescendo por todos os lados, cheia de vida a palpitar em toda parte, provando a vitalidade da velha cidade nascida do Pouso de Bandeirantes.

O Guaçuano Out. 1982 - Acervo digital: A.C.Castiglioni

Matéria da Revista CONTIGO da época.

Xuxa arrastou uma multidão de fãs em São Paulo para promover o filme Fuscão Preto

Foi o maior rebu. Todo mundo queria ver de perto a bela manequim. Alegre e risonha, ela distribuiu centenas de autógrafos. Junto de Almir, a modelo será a protagonista de mais um sucesso cinematográfico.

Para promover o filme Fuscão Preto, onde faz par romântico com Almir Rogério, a manequim Xuxa compareceu ao Shopping Center Iguatemi, no último dia 6 de abril, em São Paulo, provocando total frenesi em centenas de pessoas. A maioria, é claro, fazia parte do sexo masculino.

Sentada no capô do próprio fuscão preto incrementado que aparece no filme, Xuxa arrepiou os corações da multidão que se espremia para saborear suas sensuais e mirabolantes poses, sempre na mira dos fotógrafos.

Alegre, risonha e fazendo biquinhos maliciosos para a platéia entusiasmada diante de sua beleza, Xuxa não só deu o ar de sua graça como também distribuiu generosamente dezenas e dezenas de autógrafos, acompanhados por um, mais generoso ainda, beijo melado de batom que, no papel, acompanhava sua assinatura.

E não era para menos. Mesmo estando vestida com muita simplicidade, Xuxa se mostrava mais sensual do que nunca. Principalmente quando, em poses mais ousadas, mostrava os argumentos que a tornaram famosa como manequim.

Enfim, sua presença foi tão ofuscante que pouca gente prestou atenção no carro em exposição: um possante Volkswagen preto, todo revestido de vidro fumê, pára-choques de ultraproteção, motor envenenado e pára-brisas à prova de balas. Nesse dia, o fuscão preto só serviu como trono para a musa inspiradora das mais diversas fantasias eróticas.

O delírio da platéia era tal em torno dela que a presença do cantor Almir Rogério se tornou tímida, para não dizer secundária. Mesmo assim, ele concedeu muitos autógrafos. Também pudera. Seu compacto Fuscão Preto vendeu mais de um milhão de cópias, sem contar as 300 mil do LP.

Após esse tremendo êxito, Almir não só se tornou um artista compreensivelmente querido e popular como também caro. Um show do cantor custa atualmente por volta de um milhão de cruzeiros.

Somente essas referências já assegurariam o sucesso do filme, que estréia em circuito nacional dia 18. Imaginem então com uma estrela como Xuxa ao seu lado. Bilheteria garantida!




Versões Lançadas
 
Formato: VHS (C&C Video)
Data de Lançamento: Início de 1984
País: Brasil
Detalhes: A primeira versão lançada tem qualidade muito ruim, tanto em áudio (mono) quanto de imagem, que está escura. A qualidade do material da fita também não era das melhores, já que em pouco tempo depois do lançamento já dava problemas.
  





Formato: VHS (Reserva Especial)
Data de Lançamento: Meados de 1988 (??)
País: Brasil
Detalhes: A segunda versão é a mais conhecida. A qualidade imagem melhora consideravelmente, porém o áudio continua bem abafado, em mono.







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